No dia 13 de agosto de 1951 o então Presidente da República, Getúlio Vargas, sancionou a Lei 1.411, que criou no Brasil a profissão de economista. O Decreto Federal nº 31.794/1952, por seu turno, dispõe no artigo 3º: ¨a atividade profissional do economista exercita-se em empreendimentos público, privados, ou mistos, ou por quaisquer outros meios que objetivem, técnica ou cientificamente, o aumento ou a conservação do rendimento econômico.”
Apesar da importância da regulamentação da profissão, e da importância do economista no cenário sócio-econômico nacional, não há nenhuma menção nem na lei nem no decreto, e nem em nenhuma normativa posterior, que trate, ou mencione, qual seria o piso salarial digno deste profissional, evocado a todo tempo como agente de transformação econômica e social.
Mas, por que o economista necessita de um piso salarial? Antes de responder esta pergunta precisamos saber quem é o profissional de economia? Sabemos que o economista é de direito o Bacharel em Ciências Econômicas devidamente registrado no seu órgão de classe, o Conselho Regional de Economia. Ou seja, só é economista quem possui registro profissional no Conselho. Atualmente, mais de 2.200 economistas estão registrados no Corecon-Pará.
O economista paraense, além das cerca de 20 atividades inerentes a profissão de Economista listadas na regulamentação da profissão, com seus vários desdobramentos, ainda trabalha com especificidades regionais, que evocam inúmeras potencialidades para a nossa sociedade ao mesmo tempo em que conferem imensos desafios e responsabilidades.
Somos agentes transformadores de realidades econômicas adversas seja no nível macro e/ou nível micro. Sabemos como transformar cem em um milhão, no tempo e espaço. Somos assessores, consultores, e pesquisadores econômico-financeiro; estudiosos de mercado e de viabilidade econômico-financeira de plano/projetos/atividades; analisadores e elaboradores de cenários econômicos, desenvolvedores de planejamento estratégico nas áreas social, econômica e financeira; estudiosos de análise de mercado financeiro e de capitais e derivados; estudamos viabilidade de mercado relacionado à economia da tecnologia, do conhecimento e da informação, da cultura e do turismo; trabalhamos na produção e análise de informações estatísticas de natureza econômico-financeira, incluindo contas nacionais e índices de preços; laboramos planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação econômico-financeira de política tributária e finanças públicas; damos assessoria, consultoria, formulamos, análisamos e implementamos política econômica, fiscal, monetária, cambial e creditícia; realizamos planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação de planos, programas, projetos de natureza econômico-financeira; realizamos avaliação patrimonial econômico-financeira de empresas e avaliação de bens intangíveis; elaboramos perícia judiciais e extrajudiciais e assistência técnica, mediação e arbitragem, em matéria de natureza econômico-financeira, incluindo cálculos de liquidação; fazemos análise financeira de investimentos; estudamos e analisamos para preparar orçamentos públicos e privados e avaliação de seus resultados; fazemos estudos de mercado, de viabilidade e de impacto econômico-social relacionados ao meio ambiente, à ecologia, ao desenvolvimento sustentável e aos recursos naturais; somos contratados para fazer auditoria e fiscalização de natureza econômico-financeira; formulamos, analisamos e implementamos estratégias empresariais e concorrenciais; desenvolvemos economia e finanças internacionais, relações econômicos-internacionais, aduanas e comércio exterior; certificamos renda de pessoas físicas e jurídicas e consultorias em finanças pessoais; regulamos serviços públicos e defesa da concorrência e por fim estudamos cálculos atuariais nos âmbitos previdenciários e de seguros.
Como disse um dos palestrantes na Semana do Economista 2010, no auditório da nova sede da casa do economista do Pará: ¨somos generalistas mais ao mesmo tempo pontualistas, em economia ¨. Com tanta beleza na profissão, afinal, sempre dizemos por aqui: se você adentrar em uma oportunidade de trabalho e identificar que nada existe de útil para fazer, saia correndo, pois sua profissão jamais será reconhecida ali dentro.
Então, caros colegas economistas, saiam das salas, apareçam para a sociedade, para as empresa, para o governo, para a vida.
Sim! Nós levantamos a mão para promover o desenvolvimento econômico sustentável do país do Pará, do Brasil, mas precisamos fazer também pelo desenvolvimento de nossas carreiras profissionais no âmbito público e privado. E vamos fazer. Mas para isto, precisamos de participação e unidade. Junte-se a nós nesta caminhada. Esta é uma construção coletiva e a ajuda de cada um é fundamental.