segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sim! Nós levantamos a mão para promover o desenvolvimento do País

No dia 13 de agosto de 1951 o então Presidente da República, Getúlio Vargas, sancionou a Lei 1.411, que criou no Brasil a profissão de economista. O Decreto Federal nº 31.794/1952, por seu turno, dispõe no artigo 3º: ¨a atividade profissional do economista exercita-se em empreendimentos público, privados, ou mistos, ou por quaisquer outros meios que objetivem, técnica ou cientificamente, o aumento ou a conservação do rendimento econômico.”
Apesar da importância da regulamentação da profissão, e da importância do economista no cenário sócio-econômico nacional, não há nenhuma menção nem na lei nem no decreto, e nem em nenhuma normativa posterior, que trate, ou mencione, qual seria o piso salarial digno deste profissional, evocado a todo tempo como agente de transformação econômica e social.
Mas, por que o economista necessita de um piso salarial? Antes de responder esta pergunta precisamos saber quem é o profissional de economia? Sabemos que o economista é de direito o Bacharel em Ciências Econômicas devidamente registrado no seu órgão de classe, o Conselho Regional de Economia. Ou seja, só é economista quem possui registro profissional no Conselho. Atualmente, mais de 2.200 economistas estão registrados no Corecon-Pará.
O economista paraense, além das cerca de 20 atividades inerentes a profissão de Economista listadas na regulamentação da profissão, com seus vários desdobramentos, ainda trabalha com especificidades regionais, que evocam inúmeras potencialidades para a nossa sociedade ao mesmo tempo em que conferem imensos desafios e responsabilidades.
Somos agentes transformadores de realidades econômicas adversas seja no nível macro e/ou nível micro. Sabemos como transformar cem em um milhão, no tempo e espaço. Somos assessores, consultores, e pesquisadores econômico-financeiro; estudiosos de mercado e de viabilidade econômico-financeira de plano/projetos/atividades; analisadores e elaboradores de cenários econômicos, desenvolvedores de planejamento estratégico nas áreas social, econômica e financeira; estudiosos de análise de mercado financeiro e de capitais e derivados; estudamos viabilidade de mercado relacionado à economia da tecnologia, do conhecimento e da informação, da cultura e do turismo; trabalhamos na produção e análise de informações estatísticas de natureza econômico-financeira, incluindo contas nacionais e índices de preços; laboramos planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação econômico-financeira de política tributária e finanças públicas; damos assessoria, consultoria, formulamos, análisamos e implementamos política econômica, fiscal, monetária, cambial e creditícia; realizamos planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação de planos, programas, projetos de natureza econômico-financeira; realizamos avaliação patrimonial econômico-financeira de empresas e avaliação de bens intangíveis; elaboramos perícia judiciais e extrajudiciais e assistência técnica, mediação e arbitragem, em matéria de natureza econômico-financeira, incluindo cálculos de liquidação; fazemos análise financeira de investimentos; estudamos e analisamos para preparar orçamentos públicos e privados e avaliação de seus resultados; fazemos estudos de mercado, de viabilidade e de impacto econômico-social relacionados ao meio ambiente, à ecologia, ao desenvolvimento sustentável e aos recursos naturais; somos contratados para fazer auditoria e fiscalização de natureza econômico-financeira; formulamos, analisamos e implementamos estratégias empresariais e concorrenciais; desenvolvemos economia e finanças internacionais, relações econômicos-internacionais, aduanas e comércio exterior; certificamos renda de pessoas físicas e jurídicas e consultorias em finanças pessoais; regulamos serviços públicos e defesa da concorrência e por fim estudamos cálculos atuariais nos âmbitos previdenciários e de seguros.
Como disse um dos palestrantes na Semana do Economista 2010, no auditório da nova sede da casa do economista do Pará: ¨somos generalistas mais ao mesmo tempo pontualistas, em economia ¨. Com tanta beleza na profissão, afinal, sempre dizemos por aqui: se você adentrar em uma oportunidade de trabalho e identificar que nada existe de útil para fazer, saia correndo, pois sua profissão jamais será reconhecida ali dentro.
Então, caros colegas economistas, saiam das salas, apareçam para a sociedade, para as empresa, para o governo, para a vida.
Sim! Nós levantamos a mão para promover o desenvolvimento econômico sustentável do país do Pará, do Brasil, mas precisamos fazer também pelo desenvolvimento de nossas carreiras profissionais no âmbito público e privado. E vamos fazer. Mas para isto, precisamos de participação e unidade. Junte-se a nós nesta caminhada. Esta é uma construção coletiva e a ajuda de cada um é fundamental.

Para finalizar, queremos dizer que estamos nos reconstruindo profissionalmente para melhor servir a sociedade brasileira. Vamos juntos, neste desafio, com a classe bem unida, iremos nos fortalecer.

domingo, 29 de agosto de 2010

Comissão do Piso salarial e o Perfil do Economista

Sobre a abrangência e as limitações do profissional que atua na área de economia, recordo de um conceito sobre a disciplina que li em um livro durante um dos diversos cursos que a profissão demanda para ofertar ao mercado um profissional mais qualificado. E, sempre tento trazer a tona nas discussões sobre nossa atuação, ele diz: ¨A atividade econômica se define a partir da interação de complexas variáveis. Dadas as limitações do espaço geográfico e dos meios naturais, ela é influenciada por fatores antropológico-culturais, pelo ordenamento político, pelo progresso tecnológico, e pelo imprevisível comportamento dos diferentes grupos sociais de que se constituem as nações. Procurar compreender, em toda sua extensão, esses eixos de sustentação é a tarefa mais importante dos que se dedicam à economia ¨ de Denize Flouzat em Économie contemporaine.
Nossa categoria profissional é representativa, somos mais de dois mil profissionais registrados no Conselho de Economia do Pará, porém somos muito desunidos dentre muitas outras características enquanto classe profissional. Então como nos identificar, nem sabemos ao certo onde atuamos na nossa atual realidade amazônica, somos mais homens ou mulheres, em qual faixa etária, queremos ainda investir tempo e outros recursos em nossa prática enquanto profissionais das riquezas, em quanto somos remunerados, e como nos identificamos como agentes transformadores de nossa realidade. Estas foram algumas das questões que argüimos aos colegas economistas para o desenvolvimento do trabalho de elaboração do Perfil do Economista do Estado do Pará. Este, um dos produtos da Comissão do Piso Salarial, uma atividade voluntária, que atende a uma solicitação do Conselho de economia: propor um valor de vencimento base para a nossa categoria, ainda não previsto na Lei que regula a profissão.
Mas como propor um valor sem conhecer ao certo quem nós somos. Para fundamentar a proposta de valores para a categoria aprovar (ou desaprovar, afinal vivemos em um estado democrático de direitos), precisaremos desenvolver três produtos a saber: Perfil do Economista do Estado do Pará, Média salarial entre setor público/privado, e valor de proposta para o piso da classe.
Estamos em via de concluir o primeiro e o segundo produto, apesar de ser seis profissionais atuantes, poderíamos concluir mais rapidamente se tivéssemos apoio de um número maior de profissionais colaboradores. Mesmo sem desanimar, vamos terminar o que começamos, afinal, o benefício antes de ser particular a cada membro da comissão, que no final de nossa exposição no penúltimo dia da Semana do Economista mudou de nome para ¨ Comissão de valorização profissional ¨ bem mais abrangente, e novamente sem desanimar, o objetivo é comum a nossa categoria, a nossa valorização enquanto agentes transformadores da realidade amazônica.
Se esta posição de reconhecimento profissional está muito longe, não posso dizer, mas os sonhos são grandes, iguais à vontade de mudar a realidade, e, em um esforço conjunto, preciso frisar, mudar a nossa realidade enquanto profissionais mais próximos e socialmente atuantes como sendo, de fato, o profissional das riquezas e do bem-estar social (como diz nosso presidente do Corecon), é o nosso objetivo enquanto comissão.
Assim, como preliminar do primeiro produto, temos como perfil dos economistas do Estado do Pará, o seguinte resultado: “Homem, entre 40 e 49 anos, pardo, formado entre 2000 e 2010, pela Universidade Federal, está trabalhando na profissão, atua de 1 a 10 anos como economista, pretende continuar sua capacitação em especialização ou mestrado, não tem outro curso superior, não faz outro curso superior e não gostaria de fazer outro curso superior, atualmente recebe como remuneração entre quatro a sete mil reais, trabalha no setor público, não está em disfunção, tem o interesse de continuar na área de economia, tem interesse na área de magistério, desenvolve uma ampla gama de atividades relacionadas à sua função, não atuou em projeto ambiental, mas se identifica como sendo um agente transformador da realidade amazônica, e tem a pretensão salarial maior que sete mil reais.” 
Finalizo, aproveitando o espaço para convidar outros profissionais de economia para participar das reuniões da comissão, todas as terça, às 15 horas, na segunda semana de cada mês, até o final de 2010, na sala de reunião do CORECON/PA.

Marcus Vinícius Gomes Holanda
é economista e colaborador da comissão
de valorização do profissional  de economia do Estado do Pará

A Agenda Inicial da Comissão - Aguardem reformulação

Comissão: “Piso Salarial”
Tema/Agenda/Mês

Tema
Agenda
Mês
Observação
Perfil do Economista
01/06 -terça
10/06 - quinta
17/06 - quinta
24/06 – quinta
Junho

Legislação do Economista /Concursos Públicos Federal, Estaduais e Municipais.
06/07 - terça
13/07 - terça
20/07 - terça
27/07 – terça
Julho

Proposta de Piso Salarial
03/08 – terça
10/08 – terça
Agosto

Proposta de Piso Salarial
Quinzenalmente
Setembro, Outubro. Novembro e Dezembro
Reuniões, eventos e plano de divulgação CORECON´s E COFECON
Agenda 2011
07 / 12
Dezembro

Contato Direto com os Membros da Comissão

Contatos
• Marcus Holanda - marcus_holanda@hotmail.com
• Paula Campelo – paula8261@yahoo.com.br
• Antônio Samir – samirmufarrej@yahoo.com.br
• Amilcar Soave – amilcarsoave@hotmail.com
• Leandro Almeida – leandro.econ@yahoo.com.br
• Edward Reis - edwardlreis@hotmail.com
• Pablo Damasceno Reis - pablo_reisreis@hotmail.com

Email para sugestões, críticas e elogios

comissaopisosalarial@hotmail.com

Notas do Autor

Eu, acordei as 03:30 h´s da manha de sexta para sábado (28 de agosto de 2010), para escrever o esboço deste artigo, o Pablo Damasceno (Unip) reuniu-se comigo as 9:00 do sábado para ler e complementar o artigo, o Amilcar Soave(Jucepa) foi quem me repassou a lei federal e ajudou mobilizar a equipe para as reuniões, a Paula Campelo(Seduc) sempre nos dá gás para continuar, principalmente quando diz: não tenho mais tempo a perder, o Leandro Almeida (Segov) é nosso parceirão também, e o Edwar Reis( Seduc) é o parceiro para todas as horas de trabalho árduo, o Antônio Samir (Defensoria) tem excelentes idéias só precisa estar mais presente em nossas reuniões.

Esta é a comissão, estes são os profissionais trabalhando em conjunto, de forma voluntária, para desenvolver nossa categoria aqui no Pará, quem quiser contribuir à distância temos internet, skype, google groups, email, msn, orkut, facebook, twitter, fliker...e tudo mais que multiplica informação e nos permite coletar boas idéias pela rede mundial.

Boa sorte a todos nós.

Eduardo, obrigado por ter nos chamado para ajudar, o fazemos com toda a satisfação para promover a união desta classe profissional tão especial para o nosso Pará. 

Resultado Preliminar de nossa Pesquisa: Perfil do Economista do Estado do Pará

O perfil do economista pesquisado é:
“ Homem, entre 40 e 49 anos, pardo, formado entre 2000 e 2010,
pela Universidade Federal, está trabalhando na profissão, atua de 1
a 10 anos como economista, pretende continuar sua capacitação
em especialização ou mestrado, não tem outro curso superior, não
faz outro curso superior e não gostaria de fazer outro curso
superior, atualmente recebe como remuneração entre 4 a 7 mil
reais, trabalha no setor público, não está em disfunção, tem o
interesse de continuar na área de economia, tem interesse na área
de magistério, desenvolve uma ampla gama de atividades
relacionadas a sua função,não atuou em projeto ambiental, mas se
identifica como sendo um agente transformador da realidade
amazônica, e tem a pretensão salarial maior que 7 mil reais.”