domingo, 5 de setembro de 2010

Piso Salarial – Definir ou não? A Constituição de 1988 responde.

Economistas de vários lugares do país que estiveram na semana do SINCE 2010 (Simpósio Nacional de Conselhos de Economia), em Brasília, devem ter feito a mesma pergunta de formas diferentes: é necessário definir um piso para o profissional economista. Será que a melhor forma não é a regulação pelo mercado, pela lei da oferta e demanda que rege o valor desta mão de obra intelectual. Pois vou acrescer mais um fato com viés histórico sobre este ponto bastante controverso e presente na discussão da Comissão de Valorização do Profissional de Economia do CORECON/PA.
Á título ilustrativo, como as questões e entraves econômicos tem amplitudes diferenciadas, ou seja, uma discussão, por exemplo, de se privatizar ou estatizar o Sistema de Transporte de da Região Metropolitana de Belém, pela sua clara ineficácia na prestação de serviço a sociedade paraense não é uma simples questão, demanda cálculos e auferições sobre toda a cadeia e a logística da prestação deste importante serviço a população, número de passageiros/dia, por linha, por região, preço de combustível, pneus, manutenção leve e pesada dos ônibus, conservação de vias públicas, política de concessão de benefícios de meia passagem e passagem gratuita, entre outros pontos tão relevantes, para se, enfim, produzir um nível de informação adequada para a polêmica tomada de decisão: conceder ao setor privado sua exploração do serviço ou estatizar, propondo passagem a um real, integrando as linhas com terminais de integração, metrôs de curto alcance, ambos de forma climatizada e tendo o conforto de seus passageiros o maior foco, e não o lucro.
 Pois bem, uma volta, duas voltas no sistema urbano de transporte coletivo de passageiros, outra volta na discussão sobre definição do piso salarial do economista e uma única resposta: leiam a constituição federal de 1988, a tal da Constituição ¨cidadã¨.
Para ambas questões, existe de início duas fundamentações basilares do direito dos cidadãos ali atingidos por seus dispositivos legais: 1º) o princípio da dignidade humana.
Este dispõe no art. 1º, III, da CF/88 que se encontra o princípio da dignidade da pessoa humana, positivado como Fundamento da República Federativa do Brasil, a imposição de metas e deveres quanto à construção de uma sociedade livre, justa e solidária; pela garantia do desenvolvimento nacional; pela erradicação da pobreza e da marginalização; pela redução das desigualdades sociais e regionais; pela promoção do bem comum; pelo combate ao preconceito de raça, cor, origem, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação (CF, art. 3º, I a IV); pelo pluralismo político e liberdade de expressão das idéias; pelo resgate da cidadania, pela afirmação do povo como fonte única do poder e pelo respeito inarredável da dignidade humana. Sendo assim, a declaração do piso salarial de uma classe, bem como a necessidade de avaliar o sistema de transporte público é uma questão de fixação da dignidade mínima entre usuários do sistema público (terceirizado) e os profissionais de economia.
Segundo, se algum dia tive dúvidas como profissional da área econômica e como profissional da área do direito, já tive um grande esclarecimento sobre uma questão que envolve novamente as duas temáticas (agora já posso também ir chamando de quatro temáticas, o direito e a economia, o piso salarial e o sistema de transporte urbano), o estado deve ou não intervir na economia. A resposta é simples e direta: ele é obrigado, é seu dever constitucional, fundamental, como garantidor das beneces de se viver em sociedade, em um Estado Democrático de Direitos.
Como segunda fundamentação, cito a parte da Ordem Econômica e Financeira do Estado, direitos dispostos nos artigos 170 a 192 da Carta da República de 1988. Que dispõe sobre os meios de atuação do estado na área econômica, a saber, por indução: quando o poder público direciona a atuação dos agentes econômicos privados, incentivando determinadas atividades e desestimulando outras sendo positiva – fomento – e negativa – sobretaxação de determinados bens, por exemplo.  Fiscalização: quando exercida primordialmente pela administração pública, manifestando-se pelo poder de polícia, a exemplo, quando regula os serviços prestados a população, controlando-os de forma a evitar prejuízos maiores a população, aos consumidores, ao meio ambiente e a própria economia local, regional ou nacional. E por fim pelo planejamento: quando a este Estado, cabe identificar às necessidades presentes e futuras de diversos grupos sociais e direcionais as prioridades que serão atendidas por seu planejamento de políticas públicas de curto e médio prazo definidas pelo Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), pela materialização das políticas públicas das três esferas de governo.
Nas Constituições anteriores, o mercado já esteve a la laissez faire,  materializando  as constituições vencidas como instrumentos político-jurídico da classe burguesa hegemônica, e que pelas provas da história brasileira, simplesmente gerou uma massa  populacional de grande miséria pela desigualdade social.
Uma das grandes vitórias desta nova constituição de 1988, foi exatamente proteger a sociedade, os trabalhadores, os consumidores, os hipossuficientes, os deficientes físicos, os idosos, as crianças, a mulher, os índios, os quilombolas, enfim, todos os grupos sociais historicamente debilitados pelo mercado.
Quando se define um piso salarial de uma categoria, a lei estará a fixar um quantun mínimun para sobrevivência de uma classe de profissionais, protegendo nossa categoria de percentuais aleatórios em projetos privados, de planos de cargos, carreiras e remunerações que coloca nossa profissão em pé de igualdade com outras classes bem distintas e outros casos do tipo, proporcionados exatamente pela não definição deste mínimo. Este ponto é determinante para dignizar nossa categoria em suprir necessidades por saúde, educação, transporte, moradia, laser, segurança, alimentação, vestuário, higiene, e previdência, como versa a Carta Maior. A valorização do trabalho do economista, portanto, encontra fundamentação de fixação de direito nos dispositivos constitucionais, e mesmo para aqueles que recebem remuneração variável, é garantido este mínimo.
Esta constituição tem como um dos grandes méritos a disposição que o trabalho humano deve ser aquele colocado em primeiro lugar, o empreendedorismo é um valor consagrado, desde que valorize o trabalho humano e contribua para assegurar toda sua existência digna.
Sendo assim, afirmo. Nosso piso salarial, assim como nossa participação mais efetiva nas grandes discussão sobre a sociedade paraense e o seu desenvolvimento é nosso dever, questionar sobre os serviços de transporte urbano, dentro da nossa pauta de comissão de valorização, já foi deliberado sobre a necessidade de se formar subcomissões, uma delas é a do ¨Economista e a Sociedade¨, que tem como foco a discussão constante e o posicionamento da classe sobre a temática do sistema de transporte urbano, divisão do Estado do Pará, grandes projetos exploratórios da região e temas afins.
Estamos a dizer não. Basta da omissão histórica de nossa classe, vamos pronunciar e fazer valer nossos direitos, como profissionais e como cidadãos sob a égide de uma constituição que nos garante o mínimo existencial.

Marcus Vinícius Gomes Holanda é economista,
Pós graduado em gestão pública, pós graduado em elaboração de projetos sociais, graduando em direito, Coordenador de Planejamento da Defensoria Pública do Estado do Pará, Membro da Comissão de Valorização do Profissional de Economia pelo Corecon/PA

           

Notícias do SINCE 2010

Começou na noite desta quarta-feira (01) em Brasília, o XXII Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (SINCE), com a presença de cerca de 200 economistas de todo o Brasil. O evento, de realização bienal, tem esta edição organizada de forma conjunta pelo COFECON e pelo CORECON-DF e está sendo realizado no hotel Calrton. O tema central deste ano é "Desenvolvimento Econômico com Justiça Social".
O presidente do CORECON-DF, José Luiz Pagnussat, abriu o encontro destacando que este será um marco para os conselhos de economia. Segundo ele, os conselhos estão numa encruzilhada, pois é necessário se ajustar à nova realidade do mercado trabalho e as transformações que ocorreram nos últimos tempos. “Precisamos ampliar a atuação dos conselhos de economia, pois hoje os conselhos ocupam uma pequena parcela do que seria todo o trabalho” disse.
Para ele, quando se olha o mercado de trabalho, se verifica profissionais trabalhando nas áreas de atuação do economista e com competência e conhecimento necessário para atuar nelas sem que os conselhos consigam abrangê-los dentro do sistema.
LEIA MAIS:


http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2120&Itemid=1

sábado, 4 de setembro de 2010

Cuidado com o Ufanismo Econômico



A literatura contemporâne trata o desenvolvimento econômico como um processo de crescimento da economia com significativos impactos na estrutura da sociedade. Além da melhoria dos indicadores econômicos, ocorre paralelamente melhoria dos indicadores sociais (saúde, educação, segurança e meio-ambiente, dentre outros). Ou seja, o desenvolvimento econômico é um problema multidimensional que perpassa aspectos de natureza econômica, social, institucional e ambiental. Ademais, necessita modernamente ser visto como um problema de natureza federativa que requer a participação ativa e conjunta do governo federal, governo do estado e prefeituras, em um processo de construção de uma sociedade mais justa.
O estado do Pará, em termos econômicos, vem apresentando um cenário futuro promissor. Não há dúvida que o Pará possui inúmeras potencialidades, nas mais diversas áreas, com destaque para: riqueza mineral, recursos hídricos e energéticos, elevada biodiversidade, pesca, aqüicultura, agricultura, fruticultura, pecuária, avicultura, turismo e exploração florestal sustentável. 
Por outro lado, economia paraense vem sofrendo impactos significativos decorrentes de novos investimentos. Recentemente o ordenamento econômico e espacial do estado tem sido conduzido pelo dinamismo do agro-negócio, pelo processo de verticalização da produção mineral, principalmente o Projeto Salobo em Marabá, o Projeto Onça Puma no município de Ourilândia do Norte, e a implantação de uma usina siderúrgica em Marabá (ALPA); e pelas obras do Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC).
Todo este cenário econômico promissor requer, por parte de toda a sociedade, mas principalmente por parte dos gestores públicos, cuidado. Não podemos ser ludibriados pelo ufanismo do crescimento econômico. O crescimento econômico, que é representado pela melhoria dos indicadores econômicos, principalmente o PIB, não necessariamente se converte em desenvolvimento econômico, na medida em que a melhoria dos indicadores sociais não acompanha automaticamente os indicadores econômicos. Pode até, em alguns casos, ocorrer o fenômeno de crescimento econômico com piora dos indicadores sociais. É o chamado crescimento perverso. É esta possibilidade que sinaliza para a necessidade de atenção e planejamento por parte dos gestores públicos do estado.
Persistindo o cenário delineado, teremos um processo de crescimento populacional significativo, com a entrada estimada no estado, segundo pesquisas recentes, de cerca de 400 mil pessoas nos próximos 4 anos. Isto representará um impacto na rede urbana do estado considerável. Alguns municípios, em pouco tempo, sofrerão um significativo inchaço populacional. E isto trará impactos sociais consideráveis, podendo ocorrer um processo de favelização crescente e sobrecarga nas estruturas públicas de educação, saúde, segurança e transporte.
Esta situação chama a atenção para a necessidade de elaboração de políticas públicas pró-ativas por parte do setor público. E isto exige, dentre outros fatores que ocorra: o planejamento de políticas públicas conectado com o orçamento e que desça até o nível operacional, possuindo metas claras e factíveis; o fortalecimento das instituições ligadas área do planejamento; a construção de indicadores correlacionados as metas delineadas e mecanismos eficientes de monitoramento das políticas; o fortalecimento das instituições públicas de pesquisa, bem como a demanda de estudos e projetos com o objetivo de subsidiar as políticas públicas; o estreitamento das relações com as universidades; avanço em aspectos relacionados à gestão de políticas públicas; maior celeridade nas ações e diminuição dos entraves de natureza burocrática; e, maior participação da população nos processos de elaboração das políticas e controle social.
Ou seja, precisamos ter cuidado com o ufanismo econômico na medida em que o mercado não conduz à conformação de uma sociedade mais justa. O planejamento do desenvolvimento é fundamental em regiões periféricas, principalmente em regiões, como o caso do estado do Pará, que se caracteriza por se constituir como periferia ativa da economia brasileira e mundial.

[1] Publicado no Jornal O Liberal. Caderno Atualidades, página 2. Belém, quarta-feira, 25 de agosto de 2010.
2 Eduardo José Monteiro da Costa é Doutor em Economia pela Unicamp, professor da UFPA e Presidente do Conselho Regional de Economia do Pará (CORECON-PA).


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Notícias (telefone sem fio) do SINCE

Fala Marcus,

Estou mandando algumas notícias. Hoje o dia foi muito cansativo aqui no Since. Depois conto os detalhes para a comissão. Brigamos muito. Não deixamos que muitas coisas absurdas para a profissão passassem, mas por outro lado a nossa proposta de uma Campanha Nacional pela intituição de um piso salarial da Categoria foi voto vencido. Quem se posicionou contrário, principalmente, mas não exclusivamente, foram DF e São Paulo. Tive que escutar o seguinte absurdo que até agora não engoli: "estabelecer um piso para o economista é um absurdo. Nós sabemos que o mercado se auto-regula. O economista que acerte diretamente com o empregador". dito por um economista de São Paulo ou DF.
Brigamos bastante mas infelizmente fomos minoria na plenária neste ponto. Entretanto, entramos com uma moção de protesto e vamos levar o tema a nova apreciação na plenária final.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A logística de transporte como ferramenta de desenvolvimento econômico no Brasil.

As mudanças ocorridas no mundo têm exigido mudanças nos formatos organizacionais privados e estatais. A garantia da continuidade das empresas e governos só é obtida quando as atividades realizadas geram um resultado líquido no mínimo suficiente para assegurar a reposição de todos os ativos consumidos no processo de realização de atividades de transporte.
Em todas as economias capitalistas, as transações econômicas, pela ótica da compra ou pela ótica da venda, de quaisquer produtos intermediários ou finais, requerem algum tipo de transporte (caminhões, trens, aviões, navegações e outros). Dessa forma, o sistema de transporte disponível em um país, representa a principal base para as transferências físicas (nacional e internacional) dos fluxos comerciais destes produtos entre as firmas, seus fornecedores e consumidores.
A economia necessita de empregos (postos de trabalhos), de redução de desperdícios, observando o objeto da escassez, a logística de transporte existe para servir como ferramenta de aprimoramento do estudo da ciência econômica.
O frete é o indicador que mais incide sobre os preços e consequentemente a inflação (IGP). Com o fortalecimento e criação de novos modais de transporte (ferrovias, hidrovias, aeroportos, rodovias e VLT (veículo leve sobre trilhos) geraríamos um fator competição entre os mesmos, reduzindo fretes e preços das mercadorias que utilizam esses meios de transportes. Com os preços mais baratos o Brasil poderia aumentar a exportação, pois seus produtos ficariam mais competitivos, gerando divisas, acumulo de riquezas e desenvolvimento.
Com a atual conjuntura econômica tendendo para ótica keynesiana, o governo deve investir em logística de transportes cedendo subsídios a empresas que queiram investir no ramo. A concessão ao setor privado desses meios de transporte seria uma forma de redução de custo para o governo, o qual deve regular tais contratos e fiscalizar os serviços. Tomando como base os modelos de países de primeiro mundo como EUA e os da união européia.   


Pablo Damasceno Reis.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sim! Nós levantamos a mão para promover o desenvolvimento do País

No dia 13 de agosto de 1951 o então Presidente da República, Getúlio Vargas, sancionou a Lei 1.411, que criou no Brasil a profissão de economista. O Decreto Federal nº 31.794/1952, por seu turno, dispõe no artigo 3º: ¨a atividade profissional do economista exercita-se em empreendimentos público, privados, ou mistos, ou por quaisquer outros meios que objetivem, técnica ou cientificamente, o aumento ou a conservação do rendimento econômico.”
Apesar da importância da regulamentação da profissão, e da importância do economista no cenário sócio-econômico nacional, não há nenhuma menção nem na lei nem no decreto, e nem em nenhuma normativa posterior, que trate, ou mencione, qual seria o piso salarial digno deste profissional, evocado a todo tempo como agente de transformação econômica e social.
Mas, por que o economista necessita de um piso salarial? Antes de responder esta pergunta precisamos saber quem é o profissional de economia? Sabemos que o economista é de direito o Bacharel em Ciências Econômicas devidamente registrado no seu órgão de classe, o Conselho Regional de Economia. Ou seja, só é economista quem possui registro profissional no Conselho. Atualmente, mais de 2.200 economistas estão registrados no Corecon-Pará.
O economista paraense, além das cerca de 20 atividades inerentes a profissão de Economista listadas na regulamentação da profissão, com seus vários desdobramentos, ainda trabalha com especificidades regionais, que evocam inúmeras potencialidades para a nossa sociedade ao mesmo tempo em que conferem imensos desafios e responsabilidades.
Somos agentes transformadores de realidades econômicas adversas seja no nível macro e/ou nível micro. Sabemos como transformar cem em um milhão, no tempo e espaço. Somos assessores, consultores, e pesquisadores econômico-financeiro; estudiosos de mercado e de viabilidade econômico-financeira de plano/projetos/atividades; analisadores e elaboradores de cenários econômicos, desenvolvedores de planejamento estratégico nas áreas social, econômica e financeira; estudiosos de análise de mercado financeiro e de capitais e derivados; estudamos viabilidade de mercado relacionado à economia da tecnologia, do conhecimento e da informação, da cultura e do turismo; trabalhamos na produção e análise de informações estatísticas de natureza econômico-financeira, incluindo contas nacionais e índices de preços; laboramos planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação econômico-financeira de política tributária e finanças públicas; damos assessoria, consultoria, formulamos, análisamos e implementamos política econômica, fiscal, monetária, cambial e creditícia; realizamos planejamento, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação de planos, programas, projetos de natureza econômico-financeira; realizamos avaliação patrimonial econômico-financeira de empresas e avaliação de bens intangíveis; elaboramos perícia judiciais e extrajudiciais e assistência técnica, mediação e arbitragem, em matéria de natureza econômico-financeira, incluindo cálculos de liquidação; fazemos análise financeira de investimentos; estudamos e analisamos para preparar orçamentos públicos e privados e avaliação de seus resultados; fazemos estudos de mercado, de viabilidade e de impacto econômico-social relacionados ao meio ambiente, à ecologia, ao desenvolvimento sustentável e aos recursos naturais; somos contratados para fazer auditoria e fiscalização de natureza econômico-financeira; formulamos, analisamos e implementamos estratégias empresariais e concorrenciais; desenvolvemos economia e finanças internacionais, relações econômicos-internacionais, aduanas e comércio exterior; certificamos renda de pessoas físicas e jurídicas e consultorias em finanças pessoais; regulamos serviços públicos e defesa da concorrência e por fim estudamos cálculos atuariais nos âmbitos previdenciários e de seguros.
Como disse um dos palestrantes na Semana do Economista 2010, no auditório da nova sede da casa do economista do Pará: ¨somos generalistas mais ao mesmo tempo pontualistas, em economia ¨. Com tanta beleza na profissão, afinal, sempre dizemos por aqui: se você adentrar em uma oportunidade de trabalho e identificar que nada existe de útil para fazer, saia correndo, pois sua profissão jamais será reconhecida ali dentro.
Então, caros colegas economistas, saiam das salas, apareçam para a sociedade, para as empresa, para o governo, para a vida.
Sim! Nós levantamos a mão para promover o desenvolvimento econômico sustentável do país do Pará, do Brasil, mas precisamos fazer também pelo desenvolvimento de nossas carreiras profissionais no âmbito público e privado. E vamos fazer. Mas para isto, precisamos de participação e unidade. Junte-se a nós nesta caminhada. Esta é uma construção coletiva e a ajuda de cada um é fundamental.

Para finalizar, queremos dizer que estamos nos reconstruindo profissionalmente para melhor servir a sociedade brasileira. Vamos juntos, neste desafio, com a classe bem unida, iremos nos fortalecer.

domingo, 29 de agosto de 2010

Comissão do Piso salarial e o Perfil do Economista

Sobre a abrangência e as limitações do profissional que atua na área de economia, recordo de um conceito sobre a disciplina que li em um livro durante um dos diversos cursos que a profissão demanda para ofertar ao mercado um profissional mais qualificado. E, sempre tento trazer a tona nas discussões sobre nossa atuação, ele diz: ¨A atividade econômica se define a partir da interação de complexas variáveis. Dadas as limitações do espaço geográfico e dos meios naturais, ela é influenciada por fatores antropológico-culturais, pelo ordenamento político, pelo progresso tecnológico, e pelo imprevisível comportamento dos diferentes grupos sociais de que se constituem as nações. Procurar compreender, em toda sua extensão, esses eixos de sustentação é a tarefa mais importante dos que se dedicam à economia ¨ de Denize Flouzat em Économie contemporaine.
Nossa categoria profissional é representativa, somos mais de dois mil profissionais registrados no Conselho de Economia do Pará, porém somos muito desunidos dentre muitas outras características enquanto classe profissional. Então como nos identificar, nem sabemos ao certo onde atuamos na nossa atual realidade amazônica, somos mais homens ou mulheres, em qual faixa etária, queremos ainda investir tempo e outros recursos em nossa prática enquanto profissionais das riquezas, em quanto somos remunerados, e como nos identificamos como agentes transformadores de nossa realidade. Estas foram algumas das questões que argüimos aos colegas economistas para o desenvolvimento do trabalho de elaboração do Perfil do Economista do Estado do Pará. Este, um dos produtos da Comissão do Piso Salarial, uma atividade voluntária, que atende a uma solicitação do Conselho de economia: propor um valor de vencimento base para a nossa categoria, ainda não previsto na Lei que regula a profissão.
Mas como propor um valor sem conhecer ao certo quem nós somos. Para fundamentar a proposta de valores para a categoria aprovar (ou desaprovar, afinal vivemos em um estado democrático de direitos), precisaremos desenvolver três produtos a saber: Perfil do Economista do Estado do Pará, Média salarial entre setor público/privado, e valor de proposta para o piso da classe.
Estamos em via de concluir o primeiro e o segundo produto, apesar de ser seis profissionais atuantes, poderíamos concluir mais rapidamente se tivéssemos apoio de um número maior de profissionais colaboradores. Mesmo sem desanimar, vamos terminar o que começamos, afinal, o benefício antes de ser particular a cada membro da comissão, que no final de nossa exposição no penúltimo dia da Semana do Economista mudou de nome para ¨ Comissão de valorização profissional ¨ bem mais abrangente, e novamente sem desanimar, o objetivo é comum a nossa categoria, a nossa valorização enquanto agentes transformadores da realidade amazônica.
Se esta posição de reconhecimento profissional está muito longe, não posso dizer, mas os sonhos são grandes, iguais à vontade de mudar a realidade, e, em um esforço conjunto, preciso frisar, mudar a nossa realidade enquanto profissionais mais próximos e socialmente atuantes como sendo, de fato, o profissional das riquezas e do bem-estar social (como diz nosso presidente do Corecon), é o nosso objetivo enquanto comissão.
Assim, como preliminar do primeiro produto, temos como perfil dos economistas do Estado do Pará, o seguinte resultado: “Homem, entre 40 e 49 anos, pardo, formado entre 2000 e 2010, pela Universidade Federal, está trabalhando na profissão, atua de 1 a 10 anos como economista, pretende continuar sua capacitação em especialização ou mestrado, não tem outro curso superior, não faz outro curso superior e não gostaria de fazer outro curso superior, atualmente recebe como remuneração entre quatro a sete mil reais, trabalha no setor público, não está em disfunção, tem o interesse de continuar na área de economia, tem interesse na área de magistério, desenvolve uma ampla gama de atividades relacionadas à sua função, não atuou em projeto ambiental, mas se identifica como sendo um agente transformador da realidade amazônica, e tem a pretensão salarial maior que sete mil reais.” 
Finalizo, aproveitando o espaço para convidar outros profissionais de economia para participar das reuniões da comissão, todas as terça, às 15 horas, na segunda semana de cada mês, até o final de 2010, na sala de reunião do CORECON/PA.

Marcus Vinícius Gomes Holanda
é economista e colaborador da comissão
de valorização do profissional  de economia do Estado do Pará

A Agenda Inicial da Comissão - Aguardem reformulação

Comissão: “Piso Salarial”
Tema/Agenda/Mês

Tema
Agenda
Mês
Observação
Perfil do Economista
01/06 -terça
10/06 - quinta
17/06 - quinta
24/06 – quinta
Junho

Legislação do Economista /Concursos Públicos Federal, Estaduais e Municipais.
06/07 - terça
13/07 - terça
20/07 - terça
27/07 – terça
Julho

Proposta de Piso Salarial
03/08 – terça
10/08 – terça
Agosto

Proposta de Piso Salarial
Quinzenalmente
Setembro, Outubro. Novembro e Dezembro
Reuniões, eventos e plano de divulgação CORECON´s E COFECON
Agenda 2011
07 / 12
Dezembro

Contato Direto com os Membros da Comissão

Contatos
• Marcus Holanda - marcus_holanda@hotmail.com
• Paula Campelo – paula8261@yahoo.com.br
• Antônio Samir – samirmufarrej@yahoo.com.br
• Amilcar Soave – amilcarsoave@hotmail.com
• Leandro Almeida – leandro.econ@yahoo.com.br
• Edward Reis - edwardlreis@hotmail.com
• Pablo Damasceno Reis - pablo_reisreis@hotmail.com

Email para sugestões, críticas e elogios

comissaopisosalarial@hotmail.com

Notas do Autor

Eu, acordei as 03:30 h´s da manha de sexta para sábado (28 de agosto de 2010), para escrever o esboço deste artigo, o Pablo Damasceno (Unip) reuniu-se comigo as 9:00 do sábado para ler e complementar o artigo, o Amilcar Soave(Jucepa) foi quem me repassou a lei federal e ajudou mobilizar a equipe para as reuniões, a Paula Campelo(Seduc) sempre nos dá gás para continuar, principalmente quando diz: não tenho mais tempo a perder, o Leandro Almeida (Segov) é nosso parceirão também, e o Edwar Reis( Seduc) é o parceiro para todas as horas de trabalho árduo, o Antônio Samir (Defensoria) tem excelentes idéias só precisa estar mais presente em nossas reuniões.

Esta é a comissão, estes são os profissionais trabalhando em conjunto, de forma voluntária, para desenvolver nossa categoria aqui no Pará, quem quiser contribuir à distância temos internet, skype, google groups, email, msn, orkut, facebook, twitter, fliker...e tudo mais que multiplica informação e nos permite coletar boas idéias pela rede mundial.

Boa sorte a todos nós.

Eduardo, obrigado por ter nos chamado para ajudar, o fazemos com toda a satisfação para promover a união desta classe profissional tão especial para o nosso Pará. 

Resultado Preliminar de nossa Pesquisa: Perfil do Economista do Estado do Pará

O perfil do economista pesquisado é:
“ Homem, entre 40 e 49 anos, pardo, formado entre 2000 e 2010,
pela Universidade Federal, está trabalhando na profissão, atua de 1
a 10 anos como economista, pretende continuar sua capacitação
em especialização ou mestrado, não tem outro curso superior, não
faz outro curso superior e não gostaria de fazer outro curso
superior, atualmente recebe como remuneração entre 4 a 7 mil
reais, trabalha no setor público, não está em disfunção, tem o
interesse de continuar na área de economia, tem interesse na área
de magistério, desenvolve uma ampla gama de atividades
relacionadas a sua função,não atuou em projeto ambiental, mas se
identifica como sendo um agente transformador da realidade
amazônica, e tem a pretensão salarial maior que 7 mil reais.”